quarta-feira, 6 de julho de 2011

Patrimônio de empresa de filho de Alfredo Nascimento aumenta 86.500% Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/07/05/patr


O Ministério Público Federal Federal está investigando suposto enriquecimento ilícito de Gustavo Morais Pereira, arquiteto de 27 anos, filho do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Dois anos após ser criada com um capital social de R$ 60 mil, a Forma Construções, uma das empresas de Gustavo, amealhou um patrimônio de mais de R$ 50 milhões, um crescimento de 86.500%. As investigações podem complicar ainda mais a situação do ministro, que, desde sábado, tem sido obrigado a se explicar sobre o suposto envolvimento de seus principais assessores com corrupção.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/07/05/patrimonio-de-empresa-de-filho-de-alfredo-nascimento-aumenta-86-500-924847810.asp#ixzz1RN3gi4tn
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86 mil por cento
Um homem desses é um gênio
Nem que passe um milênio
Minha conta eu não aumento
Trabalho feito um jumento
Meu balancete é de morte
Preciso ter muita sorte
Pras contas ficar no trilho
Quem mandou eu não nascer filho
Do ministro dos Transportes.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

PARQUE DO POVO, EM CAMPINA GRANDE, EXPÕE FOLHETOS DO POETA MANOEL MONTEIRO


O poeta Manoel Monteiro na casa da poesia no São João de Campina Grande.
(Foto: Daniel Buarque/G1)

Manoel Monteiro é o poeta homenageado.
Fonte: Daniel Buarque Do G1, em Campina Grande (PB)


Uma das principais expressões da cultura popular nordestina divide um pouco da atenção como forró em plena festa de São João no Parque do Povo, principal polo de cerimônias de Campina Grande, na Paraíba, durante o mês de junho. Em um espaço especialmente dedicado à poesia, a literatura de cordel é homenageada junto com um dos principais autores do gênero na cidade, Manoel Monteiro.
“O cordel nunca teve tanta evidência quanto hoje”, disse o poeta em entrevista ao G1 em meio a dezenas de títulos publicados por ele, no Recanto da Poesia – Espaço Manoel Monteiro, sala que leva seu nome.
A explicação dele é que depois de ter seu auge e começar a decair por conta da mídia de massa nos anos 1960, o cordel foi redescoberto pela academia em vários países e passou a ser revisto de forma aprofundada. Uma das comprovações disso, diz, é o fato de o modelo ser título de uma novela, Cordel encantado.
Monteiro contou que já publicou quase 200 cordéis. Alguns deles já atingem a sétima edição, o que significa que foram vendidos mais de 7 mil exemplares. “A cultura de massa nunca morre”, disse. Os livrinhos são encontrados em bancas de revista da Paraíba, e muitos deles já foram digitalizados e colocados na internet.
Segundo ele, seu trabalho começa com a escolha de um tema, seguido pela pesquisa e pelo trabalho de escrever poesia sobre aquilo, passando então ao computador, que ele nem usa. “Não sei nem ligar um computador”, contou.
Em meio a biografias e obras de crítica social, alguns cordéis falam de cornos e piadas, mas isso não precisa desmoralizar o trabalho sério. “Tem muita gente que faz cordel de brincadeira, mas eu levo muito a sério”, disse, fazendo alusão a novas edições de cordeis seus em formato de livro, que vão ser usados em escolas e universidades do Brasil.



Fonte: http://acordacordel.blogspot.com

sábado, 4 de junho de 2011

Editora da UEPB vai publicar trabalho de poeta patoense



“Viagem aos 80 anos da Revolta de Princesa”. Esse é o mais novo cordel do poeta patoense Janduhi Dantas que será publicado pelo selo Latus, da Editora da Universidade Estadual da Paraíba.
Premiado em concurso realizado pelo Ministério da Cultura, o cordel obteve o 7º lugar entre 120 trabalhos selecionados no “Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel – Edição Patativa do Assaré”.
A ideia da elaboração do folheto foi do secretário de Educação do município de Matureia, Nilton Dantas, que convidou Janduhi para ilustrar com a feitura de um cordel projeto de sua secretaria que prevê levar cerca de 100 alunos da escola Municipal Maria Tâmara para visitar a cidade de Princesa Isabel, palco do episódio da história paraibana que acabou tendo influência decisiva na deflagração da Revolução de 1930 em nosso país.
O projeto também contempla a realização de oficinas de cordel e de xilogravura, que contarão com as participações do cordelista Toinho Mota, de Mãe D'Água, e do xilógrafo de renome internacional Marcelo Soares, de Timbaúba, Pernambuco.
Recentemente, este fato da história política da Paraíba foi mostrado em documentário da TV Senado com o título “Princesa do Sertão”.
O convite a Janduhi para publicar o cordel pela Editora da UEPB surgiu do professor Cidoval Morais, professor do Curso de Comunicação Social daquela universidade e atual diretor da editora.
Os motivos da Revolta de Princesa, as desavenças entre o governador da época e o coronel Zé Pereira, a invasão da cidade de Teixeira por parte da polícia do estado, a perseguição à família Dantas, que culminou com o assassinato de João Pessoa por parte de João Dantas são, entre outros, fatos narrados no folheto de 40 páginas, que terá uma tiragem inicial de cinco mil exemplares, com distribuição a cargo da Eduepb.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Agricultor é flagrado fazendo sexo com uma cabra



O agricultor Raimundo Xavier de Sousa, 32 anos, foi preso nesse domingo (3), ao ser flagrado fazendo sexo com uma cabra. O fato foi registrado no sítio Lagoa Seca, no município de Ibiara, no Vale do Paincó, sertão paraibano.
Moradores denunciaram o crime à Polícia Militar que foi até o local e constatou o ato e, em seguida, conduziu o “Estuprador de cabrinhas” para a delegacia da cidade onde se encontra a disposição da Justiça.


No sertão nóis num se inrola
No sertão... Faltou muié
Nóis se vira cuma cabrinha
E a bichinha gosta... né
Nóis pregunta: “Tá gostano?”
E a bichinha só diz: “Bééééééé!”

terça-feira, 29 de março de 2011

Morre José de Alencar, um forte




Disse um homem corajoso:
“Não tenho medo da morte
Tenho medo da desonra”
Emendou sem nenhum corte:
“O desonrado morre em vida”
Foi José Alencar, um forte.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Vicente Campos Filho no XII Salão do Artesanato Paraibano




O cordelista Vicente Campos Filho esteve expondo os seus trabalhos no XII Salão do Artesanato Paraibano, realizado de 4 a 27 de julho de 2004, em Campina Grande. Os cordéis do poeta paraibano, já conhecidos por sua irreverência, foram bastante prestigiados pelo público presente ao salão.
Turistas e nativos da Rainha da Borborema puderam se ler e comprar os folhetos e CDs de autoria de Vicente, entre tentas obras de arte expostas no local.

E-mail do poeta: vicenteffilho2@yahoo.com.br

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Vicente Campos Filho lança “DICIONÁRIO DE PARAIBÊS” em forma de cordel




O cordelista Vicente Campos Filho lançou recentemente um folheto de cordel denominado “Dicionário de paraibês”. Em forma de versos, estão dispostos 170 termos utilizados, principalmente no interior paraibano, todos eles acompanhados de seus respectivos sinônimos.

Há cinco anos residindo em João Pessoa, o paraibano da cidade de Patos diz que se utiliza da experiência adquirida durante os seus 44 anos de vida no sertão. “Os termos regionais apresentados nesse cordel representam o que há de mais puro no vocabulário de pessoas que moram no interior”, revela Vicente Campos Filho.

Autor de mais de três dezenas de cordéis, Vicente Campos Filho distribui os seus folhetos para comercialização nas diversas lojas especializadas em produtos para turistas da nossa capital e em bancas de revistas. Ele conta que este em especial, se destina à promoção da nossa cultura entre os que visitam a Paraíba. “O Dicionário de paraibês tem sido muito bem aceito entre os turistas que aqui chegam e que buscam informações sobre a cultura paraibana. Vários outros cordéis que tenho publicado são bem aceitos. Mas este tem superado as expectativas. Tanto turistas como nativos se deliciam com os termos apresentados”.

Os cordéis de Vicente Campos Filho revelam a veia humorística do autor que diz gostar de provocar risos nas estórias contadas em forma de versos. “Gosto muito quando vejo alguém folhear um de meus cordéis e exibir um ar de riso ao ler algumas estrofes”, confessa.

Leia abaixo algumas estrofes do "Dicionário de Paraibês":

(...)
Longe é a BAIXA DA ÉGUA
O ali é ACULÁ
Devagar é SÓ NA MANHA
Correr é DESIMBESTAR
O de cima é o de RIBA
Botar no chão é ARRIAR.

Mulher bonita é VISTOSA
Mulher feia é CANHÃO
Quem se zanga DÁ A GOTA
Quem dá bronca DÁ CARÃO
Menino que anda lento
OH... MENINO REMANCHÃO!

O otário é MANÉ
O malandro é MALAQUIA
Estar com pressa é AVEXADO
Dizer: “Vem logo” é “AVIA”
E quem se espanta com algo
Diz assim: “AFF MARIA!”.

Caprichar é DAR O GRAU
Mal feito é ARRUMAÇÃO
O que é bom é ARRETADO
O medroso é CAGÃO
Pessoa boa é FILÉ
E puxa saco é BABÃO.
(...)